A Viagem ao Templo

Era noite. Eu saí.

Atravessei o telhado da minha casa. Senti um vento fresco bater no meu corpo. Era uma sensação boa, de liberdade. Era possível ver todo o panorama do meu bairro e dos bairros próximos. Boa parte dos prédios do centro da cidade também.

Comecei a subir, elevando-me em direção ao céu estrelado. A altitude aumentava, os telhados das casas distanciavam-se pouco a pouco. A gravidade não era um empecilho; parecia que havia sido invertida, por um leve pensamento meu.

Aquela sensação de liberdade começou a tomar meu corpo mais intensamente. Eu podia voar para qualquer direção, a qualquer velocidade. Eu era puro pensamento viajando pelos ventos do mundo. Continue lendo