O Ponto e a Esfera

Este texto veio num momento de inspiração em que eu refletia acerca da Teoria dos Buracos Negros em conjunção com o Universo Fractal. Não sei se há Ciência nesses conceitos, estou compartilhando-o com o intuito de causar reflexões.

O Universo é Fractal.
Infinito para Fora e para Dentro.
Dentro de cada Ponto nesse Universo em que vivemos há um Universo em Potencial. Uma semente.
Há algumas sementes já desabrochadas.
As estrelas são um exemplo.
Dentro delas há um Universo típico.
A fronteira daquele Universo é a camada mais externa da Estrela.
As emissões estelares são descargas do excesso de energia daquele Universo.
O Sol é, então, um Buraco Negro e um Buraco Branco.
Negro pois há uma infinita densidade num Ponto em seu Centro.
Branco pois há uma infinita expansão na esfera que o Circunda.
O Ponto e a Esfera.
Contração e Expansão.
Continuamente, infinitamente.

Ciência, Religião e Mediunidade

É bastante confortável criticar uma religião de um ponto de vista estratégico, seguro de suas verdades materialistas/científicas, totalmente isolado e separado do mundo religioso sobre a qual se critica. No entanto, é inteligente de nossa parte dar atenção a essas pessoas que buscam a aprovação de um público para suas críticas? É possível de se analisar uma religião objetivamente? É válido de se tirar conclusões de qualquer sistema sem antes estudá-lo e experimentá-lo em todos os seus pormenores?

Não.

Só é possível analisar uma religião criteriosamente se você se converter a ela; se você se tornar um verdadeiro adepto, se você participar dos rituais, crer no que aqueles fiéis crêem, aprofundar-se a ponto de realmente compreender todos os dogmas colocados nessa fé em particular, decifrá-la através da auto-experiência, mergulhando nela e vivenciando-a em seu ser completamente. Dai sim você fará justiça, pois você terá vivido e experimentado o que aquela religião realmente é, o que ela significa e qual o processo pessoal de transformação que ela proporciona a seus fiéis. Tudo aquilo se tornará claro para você. E, se aquela religião for boa, você passará a compreender outras religiões como formas válidas de caminhos para a ascensão do Verdadeiro Eu. Continue lendo

A Mente, o Corpo e a Vida

É comum pensarmos que nossa principal característica seja a mente. Afinal de contas, isso define a nossa diferença entre todos os outros animais, a capacidade de pensar. Mas será que é apenas o pensamento e o raciocínio que nos diferencia dos outros seres viventes?

Também somos seres capazes de sentir e perceber o nosso ambiente com nossos cinco sentidos básicos. Porém, além desses, temos a faculdade de avaliar uma situação através das emoções que ela nos desperta. Felicidade ou tristeza. Euforia ou apatia. Expansão ou contração. Continue lendo

Teoremas de Aleister Crowley

Livro IV, Parte III – Magia em Teoria e Prática

Introdução
Definição, Postulado e Teoremas
(Aleister Crowley)

I. Definição
MAGIA é a Ciência e a Arte de causar Mudanças de acordo com a Vontade.

II. Postulado
Qualquer mudança pode ter efeito através da aplicação do tipo e grau de força apropriados,  a maneira apropriada, através do meio apropriado ao objeto apropriado.

III. Teoremas

1. Todo ato intencional é um Ato Mágico.
2. Todo ato bem sucedido obedeceu ao postulado.
3. Todo fracasso prova que um ou mais dos requisitos do postulado não foram preenchidos.
4. O primeiro requisito para se causar qualquer mudança é preenchido através do entendimento qualitativo e quantitativo das condições.
5. O segundo requisito para se causar qualquer mudança é a habilidade prática de direcionar corretamente as forças necessárias.
6. “Todo homem e toda mulher é uma estrela”.
7. Todo homem e toda mulher têm um curso, dependendo parcialmente de si próprios e parcialmente do ambiente, curso esse que é natural e necessário para cada um. Qualquer pessoa que seja forçada para fora de seu próprio curso, quer através do não entendimento de si própria, ou por meio de oposição externa, entra em conflito com a ordem do universo e, assim, sofre.
8. Um homem cuja vontade consciente esteja em choque com a Verdadeira Vontade está desperdiçando sua força. Ele não pode esperar influenciar o seu ambiente eficientemente.
9. Um homem que esteja realizando a sua Verdadeira Vontade tem a inércia do Universo a lhe assistir.
10. A Natureza é um fenômeno contínuo, apesar de nós não sabermos, em todos os casos, como as coisas são conectadas.
11. A Ciência nos capacita a tomar vantagem da continuidade da Natureza, pela aplicação empírica de certos princípios, cuja interação envolve diferentes ordens de idéias, conectadas entre si de uma maneira além de nossa atual compreensão.
12. O homem é ignorante da natureza de seu próprio ser e poderes. Mesmo a idéia que ele próprio tem sobre suas limitações é baseada na experiência passada, e, em seu progresso, todo passo estende seu império. Não há, portanto, razão alguma para que se assinalem limites teóricos para o que ele possa ser, ou para o que ele possa fazer.
13. Todo homem está mais ou menos ciente de que sua individualidade compreende diversas ordens de existência, mesmo quando ele acredita que seus princípios mais sutis são meramente sintomas de mudanças ocorridas no seu veículo grosseiro. Pode-se assumir que uma ordem similar seja estendida a toda a natureza.
14. O homem é capaz de ser e de usar tudo aquilo que ele percebe, pois tudo o que ele percebe é, de um certo modo, uma parte do seu ser. Ele pode, assim, subjugar todo o Universo do qual ele esteja consciente à sua Vontade individual.
15. Toda força no Universo é capaz de ser transformada em qualquer outro tipo de força, através do uso dos meios adequados. Há, portanto, um suprimento inexaurível de qualquer tipo particular de força de que venhamos precisar.
16. A aplicação de qualquer força afeta todas as ordens de existência que há no objeto ao qual é aplicada, quaisquer dessas ordens sejam diretamente afetadas.
17. Um homem pode aprender a usar qualquer força de modo a servir a qualquer propósito, tirando vantagem dos teoremas acima.
18. Ele pode atrair a si mesmo qualquer força do Universo, tornando-se um receptáculo apropriado a ela, estabelecendo uma conexão com ela e arranjando condições tais que a natureza dela a compila a fluir até ele.
19. O senso do homem acerca de si próprio, como separado de, e oposto a, o Universo, é uma barreira para que ele conduza as correntes universais. Isto o deixa ilhado.
20. O homem somente pode atrair e empregar as forças para as quais ele esteja realmente preparado.
21. Não há limites para o número de relações de qualquer homem com o Universo em essência; pois, tão logo o homem se torne uno com qualquer idéia, os meios de medida deixam de existir. Mas o seu poder para utilizar essa força é limitado por sua força e capacidade mentais, bem como pelas circunstâncias de sua condição humana.
22. Todo indivíduo é essencialmente suficiente para si mesmo. Mas ele é insatisfatório para si mesmo, até que estabeleça a sua relação correta com o Universo.
23. Magia é a Ciência de entender-se a si próprio e suas condições. É a Arte de aplicar este entendimento à ação.
24. Todo homem tem o direito incontestável de ser o que é,
25. Todo homem deve fazer Magia cada vez que ele age, ou mesmo pensa, posto que um pensamento é um ato interno, cuja influência acaba afetando a ação, mesmo que não seja assim naquele momento.
26. Todo homem tem um direito, o direito à autopreservação, a completar-se ao máximo.
27. Todo homem deveria fazer da Magia a chave mestra da sua vida. Deveria aprender suas leis e viver por elas.
28. Todo homem tem o direito de preencher a sua própria vontade sem ter medo de que isto possa vir a interferir com a vontade dos outros; pois se ele estiver em seu próprio lugar, será culpa dos outros, se interferirem com ele.

Hipácia de Alexandria, vítima do fanatismo cristão

A cidade de Alexandria foi fundada por Alexandre, o Grande, no ano de 332 a.C, e logo se tornou o principal porto do norte do Egipto. A sua localização privilegiada, na encruzilhada das rotas da Ásia, da África e da Europa, transformou a cidade num lugar ideal para centralizar e concentrar a arte, a ciência e a filosofia do Oriente e do Ocidente.

A Biblioteca de Alexandria foi construída por Ptolomeu I no século IV a.C. Após a decadência de Atenas como centro cultural, Alexandria tornou-se o grande pólo da cultura helenística. Todo e qualquer manuscrito que entrava no país (trazido por mercadores e filósofos de toda a parte do mundo [comprado ou pedido de empréstimo]) era classificado em catálogo, copiado e incorporado ao acervo da biblioteca. No século seguinte à sua criação, a biblioteca já reunia entre 500 mil e 700 mil documentos. Além de ser biblioteca, no actual sentido, foi também a primeira universidade, onde se formaram grandes cientistas, como os gregos Euclides e Arquimedes.

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A Ciencia Moderna e sua Visão Estreita

Antes de prosseguir na jornada para os mais recônditos lugares da existência, faz-se necessário  expor a realidade dos fatos. O conhecimento humano e o modo como ele é construído hoje em dia, suas falhas e indisciplina, e também o que creio que deveria ser feito para realmente haver uma mudança na forma como geramos e aplicamos conhecimento.

A Ciência busca conhecer as coisas através da experimentação. Seja testando teorias empiricamente, seja criando leis pela observação, a Ciência moderna se diz conhecedora última e verdadeira das forças regentes do Cosmos, e que tudo o que estiver fora das leis por ela escritas e administradas, não são verdades comprovadas e, portanto, não podem ser consideradas como parte da realidade.

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Os Fractais

Um fractal é uma forma geométrica que pode ser dividida em diversas partes de si mesma e ainda assim continuar semelhante ao formato original. Eles independem de escala, ou seja, a figura pode ser vista tanto em macroescala (bem afastada, distante, com zoom negativo, diminuindo a imagem) ou em microescala (bem próxima, perto, com zoom positivo, aumentando a imagem) que ela mantém sua forma geométrica, suas proporcões, ou seja, seu desenho propriamente dito.

É interessante notar que esses “objetos” matemáticos são infinitos, tanto para “fora” quanto para “dentro”. Veja abaixo o comportamento de um fractal, em diversas escalas de zoom.

Aumento de 350 vezes do conjunto de Mandelbrot mostra os pequenos detalhes repetindo o conjunto inteiro.

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