A Aridez do Racional e o Clichê Essencial

O interesse pelo Ocultismo surgiu por uma busca interior por respostas. Veio de forma natural. É claro que essa busca foi incentivada por certas pessoas ao meu redor. Amigos, familiares… e até mesmo indiretamente, por obras de certos autores. Parece que, desde pequeno, eu tinha constantemente uma habilidade em procurar significados escondidos nas coisas. Muitas vezes não havia nada demais, mas em outras havia sim detalhes imperceptíveis aos olhos comuns.

Essa sede por conhecimento, por querer entender a minha vida, os “porquês” e “comos” que surgiram, me impulsionou de tal forma a estudar, a ler e a me especializar em áreas um tanto quanto excêntricas quando vistas pela pessoa comum, que por fim acabou me levando a diversos contatos, diversas experiências, e muita bagagem. Mas ainda estou longe de ser um adepto realmente. Por enquanto, ainda estou tateando nas minhas práticas.

Porém, nem tudo foi desperdiçado; todo esse tempo acumulando e classificando e organizando conhecimento rendeu algumas boas teorias acerca do todo e de como nossas vidas e mentes funcionam. O problema é que, quando você racionaliza algo, esse algo se torna árido. Perde a vida e a cor. Torna-se um texto maçante em alguma biblioteca ou blog na internet.

Então, agora que percebi que os conceitos deduzidos que acumulei ficaram áridos, estou reavivando-os com a prática. Colorindo-os, sensibilizando-os, tornando-os novos, brilhantes e vívidos com a experiência, com os testes, com a prática. Pois antes eu achava que, ao chegar a grandes conclusões, eu poderia compartilhar com o mundo. Achava que seria empolgante. Mas percebi que compartilhar algo que não fiz não teria validade. Mesmo que o conceito por si só fosse fascinante; se eu não tivesse vivido, não poderia descrevê-lo de forma fascinante… pois não passei pela experiência. Seria o mesmo que copiar trechos de livros e colá-los juntos aqui… ou colocar palavras de outras pessoas e autores… não. Definitivamente, seria muito chato, muito tosco, muito árido, como eu já disse. Continue lendo

Os Níveis do Ser Humano

Há alguns anos, um buscador aproximou-se de um Mestre da Arte Real (um verdadeiro Místico) e perguntou-lhe:

– Mestre, gostaria muito de saber por que razão os seres humanos guerreiam-se e por que não conseguem entender-se, por mais que apregoem estar buscando a Paz e o entendimento, por mais que apregoem o Amor e por mais que afirmem abominar o Ódio.

– Essa é uma pergunta muito séria. Gerações e gerações a têm feito e não conseguiram uma resposta satisfatória, por não se darem conta de que tudo é uma questão de nível evolutivo. A grande maioria da Humanidade do Planeta Terra está vivendo atualmente no nível 1. Muitos outros, no nível 2 e alguns outros no nível 3. Essa é a grande maioria. Alguns poucos já conseguiram atingir o nível 4, pouquíssimos o nível 5, raríssimos o nível 6 e somente de mil em mil anos aparece algum que atingiu o nível 7.

– Mas, Mestre, que níveis são esses? Continue lendo

A Noite Negra da Alma

Que é a Noite Negra da Alma? Trata-se de um termo há muito usado pelos místicos para denotar certo estado emocional e psicológico, assim como para indicar um período de testes por que todo mortal passa alguma vez em sua vida. Essa Noite Negra da Alma é caracterizada por uma série de fracassos; o indivíduo experimenta muitas frustrações. Qualquer coisa que o indivíduo se propõe a fazer parece carregada de incertezas e obstáculos. Não importa o quanto ele tente ou que conheci­mentos aplique, o indivíduo se sente amarrado. Quando prestes a se concretizarem, as oportunida­des parecem escapar de suas mãos. Coisas com as quais ele muito contava, não se realizam. Seus pla­nos tornam-se estáticos e não se concretizam. Ne­nhuma circunstância lhe oferece solução ou enco­rajamento quanto ao futuro. Este período é reple­to de desapontamento, desânimo e depressão.

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Vire a Página

Você pode de fato nao estar escrevendo a história da sua vida, a menos que mantenha um registro diário. Mas está vivendo um capítulo por dia, mesmo permanecendo isolado e sozinho. Seu capítulo diário pode ser uma tragédia, uma farsa, uma aventura ou uma comédia. Seja lá o que for, ainda assim é sua experiência pessoal de vida, seja ela feliz ou não. Mas você é afinal o autor e, portanto, a vida é o que você faz dela.

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