Respeite-as

Gaia

Os homens não respeitam nada.
Não respeitam a vida ou a morte.
Não respeitam uns aos outros.
Não respeitam a individualidade de cada um.
Porém, há uma forma de respeitar tudo isso, de uma só vez.
Respeitando as mulheres.
Respeite todas as mulheres, não somente as filhas humanas.
Respeite e proteja todas as representantes da Sagrada Mãe.
Respeitando todas elas, estaremos respeitando a vida e a morte;
Estaremos respeitando uns aos outros, pois todos viemos de uma mãe;
Estaremos respeitando a individualidade de cada ser;
Estaremos respeitando aquelas que entendem, sentem e dão a vida e também nos acolhem no leito de morte;
Estaremos respeitando todas as mães de todos os animais, nossos companheiros;
Estaremos respeitando todas as árvores, flores e frutos;
Estaremos respeitando todas aquelas que GERAM e GESTAM o MUNDO.
Respeitando-as, estaremos respeitando a Mãe Terra e a Mãe D’Água Grande.
Respeitando-as, estaremos respeitando a toda a Vida e, portanto, a nós mesmos.
Amando-as, estaremos nos amando.
Cuidando-as, estaremos nos cuidando.
Respeite-as.
Ame-as.
Cuide-as.
Salve todas as mulheres, mães, filhas e anciãs!

Novo ano, velhas (e novas) reflexões

Velhas Reflexões

Vai ano, vem ano, e a impressão que tenho é que não importa a mudança desse número, desse contador. A mudança do número não importa. Assim como as tarefas diárias não importam por si próprias; elas são uma parte que se precisa dominar na vida, mas não se deve focar absolutamente nelas, pois não são um fim, elas são o preço cobrado, ao qual se vai pagando (ou não) conforme se vai vivendo e as executando.

Dormir, acordar, tomar café, trabalhar, tomar banho, lavar pratos, limpar a casa… são coisas que todo ser humano deve fazer, seja ele próprio, ou algum outro pago por ele. Mas entre tudo o que se faz durante o dia, deve haver algo que você faça com paixão, com amor, com vontade genuína; com uma força que te impulsiona e te dirige, de tal forma que você não se force em absoluto em fazê-la, mas ao mesmo tempo deve-se deixar “rolar”. Fluir.

Todos os dias eu vejo a janela de tempo para fazer essa coisa surgir, e eu penso “posso deixar para depois” ou “agora não posso, estou executando X tarefa, depois farei isso”. Mas o tempo se escoa e o que eu realmente queria fazer não foi feito.

A solução?

Fazer mesmo que interfira em outras tarefas. Tomar nota, pelo menos, do que se quer fazer. Abrir mais janelas no tempo para executar isso, que vêm lá do âmago de seu ser. Senão, fica-se preso nas tarefas diárias corriqueiras e a tarefa que realmente importa para esse momento no tempo-espaço fica adiada para depois ou amanhã. E o amanhã nunca vem, o depois nunca vem; pois o amanhã é sempre amanhã. O amanhã não existe, é uma ilusão criada pela mente. O agora existe. O dia 12/01 existirá, se eu viver até ele. Mas o amanhã? O amanhã é a promessa jamais cumprida, o desvio da atenção, a auto-ilusão.

O que é que eu tenho adiado seguidamente, sem trégua?

Questões sem resposta (novas reflexões)

Quando se busca pelas grandes respostas da vida, não se sabe o que acontecerá. O buscador muitas vezes se perde; seja em conceitos fora-de-si, seja em si mesmo. O Universo parece derramar sua infinitude para dentro e para fora do buscador. Os espaços e dimensões são tão complicadas e abstratas que fica difícil expor em palavras. Acho que a grande barreira para encontrar as respostas, no meu caso, seja eu mesmo.

Temo mergulhar em mim mesmo. E se eu me perder? E dai, como me acharei? Estarei pior do que estou agora, não?

Se sou feito, mesmo que diminutamente, dos mesmos arquétipos que compõe as dimensões do Universo, então em mim há, ainda que sob severas restrições, todas essas dimensões disponíveis para explorar. Talvez não estejam “abertas”, por assim dizer, mas o potencial existe. O potencial de se conectar nesse planos existenciais e, quem sabe, estabelecer contato com alguém de lá. Loucura minha? Talvez…

Ou ainda, tornar-se um receptáculo para que alguém do lado de lá venha para cá. Um veículo, ainda que temporário, para outros seres visitem e experimentem nossa dimensão.

Se isso é verdade, então, esse potencial de conexão interdimensional existe em todos e em cada ser humano. Você, eu, sua mãe, seu colega de trabalho, seu chefe, seu amigo, seu inimigo, o mendigo da rua, o viciado em crack, a prostituta, o lixeiro, o ladrão, o assassino… todos eles… com um imenso potencial. Todos eles, com tanto para explorar, para experimentar. Todos podendo ser heróis por si próprios… ou vilões.

E tudo isso existe espalhado em todas as situações que vivemos. Pois acessamos essas dimensões para pegar inspiração, para pegar energia de ação, para raciocinar, fazer cálculos, lembrar de eventos passados, sentir amor, tristeza, felicidade. Pois, se esses arquétipos divinos interpenetram e compõe toda a realidade, então tudo o que existe bebe da fonte deles. Bebe dessas dimensões, ou planos existenciais.

E é aí que toda essa enorme reflexão, todas as consequências que vêm pra você, tornam-se difusas demais e a “realidade” se faz mais forte, trazendo-o para o “aqui e agora” novamente, dizendo “ok, páre de viajar demais. Você tem tais tarefas para fazer. Faça-as, concentre-se nelas. Isso é o que importa!”.

E você abaixa a cabeça e obedece esse impulso, pois sabe que o que deve ser feito tem de ser feito, e se não for feito, será muito pior. E você se lembra que a experiência é o que vale no final das contas, não as conjecturas que se formam na sua mente demasiadamente inflada de informações e livros. Mas, que há a possibilidade para o que se pensou, isso há… e lá no fundo, você sabe que é preciso comprovar por si mesmo ao invés de ficar apenas supondo… e a aventura de se trilhar o caminho surge mais forte e lhe puxa para ela, instigando-o. E agora? Ir ou não ir? Trilhar ou não trilhar? Eis a questão!

 

A Aridez do Racional e o Clichê Essencial

O interesse pelo Ocultismo surgiu por uma busca interior por respostas. Veio de forma natural. É claro que essa busca foi incentivada por certas pessoas ao meu redor. Amigos, familiares… e até mesmo indiretamente, por obras de certos autores. Parece que, desde pequeno, eu tinha constantemente uma habilidade em procurar significados escondidos nas coisas. Muitas vezes não havia nada demais, mas em outras havia sim detalhes imperceptíveis aos olhos comuns.

Essa sede por conhecimento, por querer entender a minha vida, os “porquês” e “comos” que surgiram, me impulsionou de tal forma a estudar, a ler e a me especializar em áreas um tanto quanto excêntricas quando vistas pela pessoa comum, que por fim acabou me levando a diversos contatos, diversas experiências, e muita bagagem. Mas ainda estou longe de ser um adepto realmente. Por enquanto, ainda estou tateando nas minhas práticas.

Porém, nem tudo foi desperdiçado; todo esse tempo acumulando e classificando e organizando conhecimento rendeu algumas boas teorias acerca do todo e de como nossas vidas e mentes funcionam. O problema é que, quando você racionaliza algo, esse algo se torna árido. Perde a vida e a cor. Torna-se um texto maçante em alguma biblioteca ou blog na internet.

Então, agora que percebi que os conceitos deduzidos que acumulei ficaram áridos, estou reavivando-os com a prática. Colorindo-os, sensibilizando-os, tornando-os novos, brilhantes e vívidos com a experiência, com os testes, com a prática. Pois antes eu achava que, ao chegar a grandes conclusões, eu poderia compartilhar com o mundo. Achava que seria empolgante. Mas percebi que compartilhar algo que não fiz não teria validade. Mesmo que o conceito por si só fosse fascinante; se eu não tivesse vivido, não poderia descrevê-lo de forma fascinante… pois não passei pela experiência. Seria o mesmo que copiar trechos de livros e colá-los juntos aqui… ou colocar palavras de outras pessoas e autores… não. Definitivamente, seria muito chato, muito tosco, muito árido, como eu já disse. Continue lendo

Lições

Ontem percebi que havia errado na contagem do Sefirat Ha Omer. Isso me causou inúmeros sentimentos e reações. Primeiro, fiquei muito bravo. Bravo comigo mesmo. Intolerante. Como pude ser tão tolo? Tão negligente? Logo eu, que estava fazendo com a maior dedicação, com todos os instrumentos, todos os dias, da forma correta?

Considerando que estava fazendo no formato Avançado, como pude me deixar trair tão facilmente?

Aí surgem as respostas. A intuição, a voz interior.

“Nesse dia, você não fez como nos outros dias. Você foi afobado. Foi apressado. Não quis seguir todos os passos. Quis terminar depressa. Nessa correria, não prestou atenção suficiente. E atenção é primordial nesse tipo de exercício. Como você espera conhecer-se e explorar seus limites, sem ter atenção? Ora, a atenção é o fundamento da meditação. Meditação é o próprio treino da atenção. E você negligenciou esse aspecto, talvez o mais importante de todos.”

“Você estava indo bem. Estava fazendo progressos. Mas deixou que coisas momentâneas fossem mais importantes do que a tarefa que você mesmo se propôs. Isso fez com que perdesse a contagem. E isso em si só é uma lição valiosíssima. Encare-a como sendo a lição do Sefirat Ha Omer desse ano. Perceba como esse problema tem afetado sua vida como um todo, inclusive em áreas que você nem havia notado. Páre de dar tanto crédito à mente linear e ao seu próprio conforto. A mente linear é somente um instrumento que ajuda em certas tarefas, nada mais. Ela não é seu centro. Assim como seu conforto, que pode ser adquirido em pouco tempo, com poucas coisas. Já o que você busca não pode ser adquirido com a mesma facilidade, ou pode?”

“Equilibre-se. Sempre que estiver desequilibrado, equilibre-se. Lembre-se dos exercícios que conhece. Use-os. Respire fundo. Não se deixe levar pela rapidez e afobação externas ou internas. Faça o que propôs a si mesmo, e faça bem feito. Atenção. E, é claro, perdoe-se.”

“Não se julgue tão pesadamente. Você está evoluindo. Não se culpe nem se puna. A auto-punição te previne de aprender e vivenciar o momento, atrasando seu progresso. Sei que a justiça é um dos valores regentes de sua vida, mas ser justo é dar permissão para reparar os erros. Nada é definitivo, como você bem sabe.”

“Trabalhe com boa vontade e diligência e lembre-se de não se auto-promover demais. Você estava indo bem, mas você estava se congratulando demais por isso, o que acabou criando uma auto-imagem maior do que você realmente é. Essa auto-imagem aumentada é que está forçando você a se julgar pesadamente demais.”

“O Trabalho do Omer é o do auto-conhecimento, o de conhecer a sua própria árvore da vida e praticar para melhorá-la. Ora, isso pode ser feito mesmo tendo quebrado a corrente. Continue com o trabalho, da melhor forma que puder, e verá que terá valido a pena todo o esforço. O autoconhecimento é a sua recompensa.”

Então, com tudo isso para refletir e aprender, vejo que as lições desse ano são: ser mais humilde, ser mais disciplinado, e ser mais tolerante comigo mesmo.

Obrigado, egrégora do Sefirat Ha Omer. E os trabalhos continuam!

Coagula

Eu vejo uma correlação entre as mais diversas áreas de estudo ocultistas, e gostaria de comentar a respeito.

Por exemplo, ao estudar os chakras, estou estudando a mim mesmo (autoconhecimento), algo que é oculto aos meus sentidos primários (ocultismo) e que é uma área de estudos relacionada com o espiritismo e espiritualismo. Também é relacionado com religiões do extremo oriente, como o Hinduísmo e também com práticas do Yoga. Também é relacionado com mediunidade, com Kabbalah e com Tarot. Ah sim, e também é relacionado à Astrologia.

São muitas correlações, e elas não páram por aí. Eu só parei para que o texto não ficasse muito longo.

Há uma divisão sutil entre cada uma dessas áreas que eu disse. Essa divisão é como a transição de cores em um arco-íris: degradê. Ela existe mais com o intuito de tornar didático, mais fácil, o estudo.

Essa junção harmoniosa de conceitos aparentemente díspares chama-se síntese, ou do latim coagula, como os antigos alquimistas chamavam.

A análise, ou divisão, é chamada de solve.

Lembrei dessas palavras graças ao documentário que muitos já ouviram falar, “The Mindscape of Alan Moore”. Aliás, se ainda não viu esse documentário, recomendo que o veja, se você se interessa por quaisquer dos assuntos que mencionei no começo do texto.

São inúmeras as áreas e assuntos para se estudar no ocultismo, e achamos que as estudamos exclusivamente dentro de seu nicho e de suas consequências, quando, na verdade, estamos estudando a nós mesmos. Estamos decifrando o “Manual ou Guia de Jornada” para a existência.

No começo dos estudos, eu achava que esses assuntos não tinham relação alguma entre si. Mas quanto mais me aprofundo, mais percebo como estão conectados, como são dependentes um do outro.

No caso do estudo de chakras, estou vendo que a forma como agimos altera a configuração de seu campo áurico. Ou seria o contrário? Uma alteração no campo áurico modifica a forma como eu ajo? Segundo os especialistas no assunto, isso é o que ocorre: primeiro acontece a mudança na sua aura, para depois refletir no corpo físico. Mas provavelmente seja uma relação de duas vias, onde ambas se afetam mutuamente.

É muito tentadora a vontade de criar um sistema que conecte todas essas esferas, que as explique como funcionam em conjunto. Porém, esse é um esforço que provavelmente levará muitas vidas para ser concluído, se é que pode ser concluído… mesmo que não se conclua, toda luz que for acesa para iluminar o caminho daqueles que vierem depois, será extremamente válida. Sim, por que não? S.A.G., dai-me forças!

A Viagem ao Templo

Era noite. Eu saí.

Atravessei o telhado da minha casa. Senti um vento fresco bater no meu corpo. Era uma sensação boa, de liberdade. Era possível ver todo o panorama do meu bairro e dos bairros próximos. Boa parte dos prédios do centro da cidade também.

Comecei a subir, elevando-me em direção ao céu estrelado. A altitude aumentava, os telhados das casas distanciavam-se pouco a pouco. A gravidade não era um empecilho; parecia que havia sido invertida, por um leve pensamento meu.

Aquela sensação de liberdade começou a tomar meu corpo mais intensamente. Eu podia voar para qualquer direção, a qualquer velocidade. Eu era puro pensamento viajando pelos ventos do mundo. Continue lendo

Doses de Alquimia

Um alquimista vê o mundo como uma entidade viva, em constante mudança e movimento.

Esse movimento cria impressões que podem ser lidas tal qual uma linguagem. A Linguagem do Mundo.

Essa língua tem uma forma única de se expressar. É escrita e lida através de sinais.

Sinais que a Alma do Mundo deixou para cada pessoa.

Esses sinais que o alquimista lê mostram o que aconteceu, o que está acontecendo e o que poderá acontecer. Continue lendo

Ciência, Religião e Mediunidade

É bastante confortável criticar uma religião de um ponto de vista estratégico, seguro de suas verdades materialistas/científicas, totalmente isolado e separado do mundo religioso sobre a qual se critica. No entanto, é inteligente de nossa parte dar atenção a essas pessoas que buscam a aprovação de um público para suas críticas? É possível de se analisar uma religião objetivamente? É válido de se tirar conclusões de qualquer sistema sem antes estudá-lo e experimentá-lo em todos os seus pormenores?

Não.

Só é possível analisar uma religião criteriosamente se você se converter a ela; se você se tornar um verdadeiro adepto, se você participar dos rituais, crer no que aqueles fiéis crêem, aprofundar-se a ponto de realmente compreender todos os dogmas colocados nessa fé em particular, decifrá-la através da auto-experiência, mergulhando nela e vivenciando-a em seu ser completamente. Dai sim você fará justiça, pois você terá vivido e experimentado o que aquela religião realmente é, o que ela significa e qual o processo pessoal de transformação que ela proporciona a seus fiéis. Tudo aquilo se tornará claro para você. E, se aquela religião for boa, você passará a compreender outras religiões como formas válidas de caminhos para a ascensão do Verdadeiro Eu. Continue lendo

A Magia e a Mídia

As diversas formas de mídia atuais nos proporcionam momentos de prazer, de euforia, de espanto e de tensão, entre tantos outros. Todos eles podem ser encarados como reações que temos no momento em que entramos em contato com essas mídias, trazendo certas emoções, sensações ou pensamentos no âmbito de nossa psique.

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Os Ciclos Naturais e as Criações Humanas

Tudo faz parte de um ciclo. Esse ciclo pode ser grande ou pequeno: pode levar uma quantidade imensa de anos terrestres, ou até várias Eras, para se terminar um ciclo, dependendo de que ciclo estamos nos referindo. Há os ciclos terrestres, solares, zodiacais, galáticos… assim como há também os ciclos celulares, os ciclos atômicos… e os ciclos de vida e morte, o ciclo da água, e assim por diante.

Tudo tem um princípio, e esse princípio é o começo de um círculo. Uma volta, e o círculo se fecha, voltando a seu início (ou chegando ao “fim”). Dessa forma tudo se renova e, ironicamente, se mantém. Ironicamente? Sim… costumamos pensar no conceito de “manter-se” como algo estático, mas nesse caso, é dinâmico; como exemplo para ilustrar, a bailarina se mantém em movimento, girando em torno de seu eixo, porém, mantém-se equilibrada.

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