O Medo

I must not fear.
Fear is the mind-killer.
Fear is the little-death that brings total obliteration.
I will face my fear.
I will permit it to pass over me and through me.
And when it has gone past I will turn the inner eye to see its path.
Where the fear has gone there will be nothing. Only I will remain.

Paul Atreides (Dune) – Litany Against Fear

Essa sensação bloqueadora tão familiar, tão comum, que nos rouba o raciocínio e a vontade, é uma das grandes vilãs para a manifestação dos nossos sonhos e ideais.

O medo parece ser algo baseado em uma construção negativa da realidade, julgando que determinado curso de ação trará más consequências. Essa projeção negativa do futuro nos deixa paralisados. Ora, se o futuro é ruim, então não posso seguir nessa direção. Mas então, se eu não seguir esse direção, que é a que o meu coração está pedindo, então como irei realizar meus sonhos? Quer dizer então, que para realizá-los terei de passar por maus momentos? Continuar lendo

O Velho e o Novo

Tenho a intenção de viver uma vida fulgurante, efervescente, com novidades e sensações a cada momento. Quero ser testado e passar no teste. Quero ser aclamado, justamente, por aquilo que eu faço. Por isso devo fazer algo que seja bom, que não somente seja aprovado pelos outros, mas, principalmente, por mim mesmo. E como eu gosto de causar forte impressão, tem de ser algo que quebre barreiras, que derrube o velho, o antigo, o inútil e o apodrecido. Não é que eu não goste de tradições. Eu gosto, respeito e aprecio tradições quando elas se mostram úteis a nossa vida atual. Tradições e costumes devem ser sempre muito bem avaliados. Há tantos costumes que não se justificam mais e, pior, muitos são terrivelmente nocivos ao bem estar de todos. Eles carregam um significado ultrapassado, uma razão de ser que não mais se aplica, e que só se mantém porque se adicionou um preconceito à antítese desse costume, desenvolveu-se um julgamento negativo.

Muitas vezes vi-me “sanduichado”, espremido, entre o velho e o novo. Julgado duramente pelo velho, forçado a viver como o velho. Instigado, desafiado, pelo novo, chamando-me para a nova experiência, para a nova prática, a nova forma de pensar. O que o velho traz de experiência, de comprovação de certas práticas e de condenação de outras, o novo traz de inovação, de criação, de frescor, de inocência, de ingenuidade.

Precisamos de ambos, o velho e novo. A dificuldade está em decidir que direção tomar. Que direção tomar?

Se seguirmos o antigo, repetiremos padrões e caminhos há muito trilhados, por tantas outras pessoas antes de nós. Haverá dicas e conselhos para se seguir, prevenções do que pode acontecer. O caminho poderá ser muito previsível, se todos os seus passos já serem vistos antecipadamente, traçados precisamente.

Se seguirmos o novo, estaremos indo em direção de uma fantástica aventura, cheia de mistério, de descoberta, de aprendizado, totalmente diferente do que já foi visto. Seremos surpreendidos a cada passo, a cada esquina. Teremos de agir e reagir no momento em que as coisas acontecem, da melhor forma que pudermos. Qualquer coisa pode acontecer, boa ou ruim.

Talvez se possa conciliar o velho com o novo. Talvez, o velho tenha de passar pelo filtro do presente, pelas necessidades atuais. E o novo, por sua vez, provavelmente deva passar pela sabedoria do velho, para que não se perca no caminho, para atestar que o novo é sim algo que acrescentará e melhorará aquilo que já é sabido ser bom. Nem sempre isso é possível, pois o velho tende a ter uma estrutura muito rígida, muito estabelecida, enquanto o novo é naturalmente livre, maleável, adaptável. Saber utilizá-los na hora certa, para o propósito correto, é um dos grandes desafios daqueles que buscam viver sempre com o frescor e a sensação de vida efervescente, sem perder a rica sabedoria dos antigos.

Coagula

Eu vejo uma correlação entre as mais diversas áreas de estudo ocultistas, e gostaria de comentar a respeito.

Por exemplo, ao estudar os chakras, estou estudando a mim mesmo (autoconhecimento), algo que é oculto aos meus sentidos primários (ocultismo) e que é uma área de estudos relacionada com o espiritismo e espiritualismo. Também é relacionado com religiões do extremo oriente, como o Hinduísmo e também com práticas do Yoga. Também é relacionado com mediunidade, com Kabbalah e com Tarot. Ah sim, e também é relacionado à Astrologia.

São muitas correlações, e elas não páram por aí. Eu só parei para que o texto não ficasse muito longo.

Há uma divisão sutil entre cada uma dessas áreas que eu disse. Essa divisão é como a transição de cores em um arco-íris: degradê. Ela existe mais com o intuito de tornar didático, mais fácil, o estudo.

Essa junção harmoniosa de conceitos aparentemente díspares chama-se síntese, ou do latim coagula, como os antigos alquimistas chamavam.

A análise, ou divisão, é chamada de solve.

Lembrei dessas palavras graças ao documentário que muitos já ouviram falar, “The Mindscape of Alan Moore”. Aliás, se ainda não viu esse documentário, recomendo que o veja, se você se interessa por quaisquer dos assuntos que mencionei no começo do texto.

São inúmeras as áreas e assuntos para se estudar no ocultismo, e achamos que as estudamos exclusivamente dentro de seu nicho e de suas consequências, quando, na verdade, estamos estudando a nós mesmos. Estamos decifrando o “Manual ou Guia de Jornada” para a existência.

No começo dos estudos, eu achava que esses assuntos não tinham relação alguma entre si. Mas quanto mais me aprofundo, mais percebo como estão conectados, como são dependentes um do outro.

No caso do estudo de chakras, estou vendo que a forma como agimos altera a configuração de seu campo áurico. Ou seria o contrário? Uma alteração no campo áurico modifica a forma como eu ajo? Segundo os especialistas no assunto, isso é o que ocorre: primeiro acontece a mudança na sua aura, para depois refletir no corpo físico. Mas provavelmente seja uma relação de duas vias, onde ambas se afetam mutuamente.

É muito tentadora a vontade de criar um sistema que conecte todas essas esferas, que as explique como funcionam em conjunto. Porém, esse é um esforço que provavelmente levará muitas vidas para ser concluído, se é que pode ser concluído… mesmo que não se conclua, toda luz que for acesa para iluminar o caminho daqueles que vierem depois, será extremamente válida. Sim, por que não? S.A.G., dai-me forças!

O Ponto e a Esfera

Este texto veio num momento de inspiração em que eu refletia acerca da Teoria dos Buracos Negros em conjunção com o Universo Fractal. Não sei se há Ciência nesses conceitos, estou compartilhando-o com o intuito de causar reflexões.

O Universo é Fractal.
Infinito para Fora e para Dentro.
Dentro de cada Ponto nesse Universo em que vivemos há um Universo em Potencial. Uma semente.
Há algumas sementes já desabrochadas.
As estrelas são um exemplo.
Dentro delas há um Universo típico.
A fronteira daquele Universo é a camada mais externa da Estrela.
As emissões estelares são descargas do excesso de energia daquele Universo.
O Sol é, então, um Buraco Negro e um Buraco Branco.
Negro pois há uma infinita densidade num Ponto em seu Centro.
Branco pois há uma infinita expansão na esfera que o Circunda.
O Ponto e a Esfera.
Contração e Expansão.
Continuamente, infinitamente.

A Viagem ao Templo

Era noite. Eu saí.

Atravessei o telhado da minha casa. Senti um vento fresco bater no meu corpo. Era uma sensação boa, de liberdade. Era possível ver todo o panorama do meu bairro e dos bairros próximos. Boa parte dos prédios do centro da cidade também.

Comecei a subir, elevando-me em direção ao céu estrelado. A altitude aumentava, os telhados das casas distanciavam-se pouco a pouco. A gravidade não era um empecilho; parecia que havia sido invertida, por um leve pensamento meu.

Aquela sensação de liberdade começou a tomar meu corpo mais intensamente. Eu podia voar para qualquer direção, a qualquer velocidade. Eu era puro pensamento viajando pelos ventos do mundo. Continuar lendo

Doses de Alquimia

Um alquimista vê o mundo como uma entidade viva, em constante mudança e movimento.

Esse movimento cria impressões que podem ser lidas tal qual uma linguagem. A Linguagem do Mundo.

Essa língua tem uma forma única de se expressar. É escrita e lida através de sinais.

Sinais que a Alma do Mundo deixou para cada pessoa.

Esses sinais que o alquimista lê mostram o que aconteceu, o que está acontecendo e o que poderá acontecer. Continuar lendo

O que é o Dinheiro?

Dinheiro é energia. Energia potencial. É uma energia acumulada que tem o potencial de fazer um certo número de coisas. Essas coisas que o dinheiro pode adquirir ou fazer são coisas que possuem um valor correspondente em quantidade de dinheiro.

Dessa forma, o dinheiro é um medidor de valor pra coisas ou serviços.

Então, o que realmente importa é o valor, não o dinheiro, visto que é o valor que damos às coisas que é o que dita quanto essas coisas custarão. Continuar lendo

O Poder da Palavra

Geralmente classificamos discursos morais como entediantes e chatos. Não atribuímos importância às virtudes pois elas nos parecem chatas e restritivas. Isso acontece porque desde pequenos levamos sermões de nossos pais, nos dizendo o que devemos ou não fazer. Apesar de suas advertências, muitas daquelas coisas proibidas acabam sendo feitas mesmo assim. E o que acontece é que aprendemos a lição, mostrando-nos se nossas pais estavam certos ou não, e nunca mais esquecemos.

Pois bem, esses dias estava pensando em como costumamos mentir para nós mesmos ou para os outros. Muitas dessas mentiras são não-intencionais. Lembrando, é claro, que promessas não cumpridas também são mentiras: afinal de contas, dissemos que faríamos algo, e acabamos não fazendo, tornando nossa afirmação falsa. Continuar lendo

Sobre a Amizade

A amizade é uma ligação que une duas ou mais pessoas fraternalmente. É um bem querer a outra pessoa. É querer trocar energias, experiências. É sentir-se agradável perto do outro. É doar sua energia por confiar no bom uso que será feito dela, pela outra pessoa.

É uma alegria e um contentamento por estar unido a outrem.

É como se o outro se identificasse com uma parte sua, da sua alma, e isso causasse um conforto e um aconchego maravilhosos.

Ter um amigo é amar alguém pelo que ele é.

É ter a liberdade de ser o que é e de falar o que se pensa sem temer a reação do outro.

Pois pior que seja a reação, você sabe que vocês ficarão bem, aconteça o que acontecer. E, por mais infantil que isso possa parecer, isso faz com que a amizade realmente seja muito resistente, passando através de problemas e perdurando enquanto isso for inabalável.

Ciência, Religião e Mediunidade

É bastante confortável criticar uma religião de um ponto de vista estratégico, seguro de suas verdades materialistas/científicas, totalmente isolado e separado do mundo religioso sobre a qual se critica. No entanto, é inteligente de nossa parte dar atenção a essas pessoas que buscam a aprovação de um público para suas críticas? É possível de se analisar uma religião objetivamente? É válido de se tirar conclusões de qualquer sistema sem antes estudá-lo e experimentá-lo em todos os seus pormenores?

Não.

Só é possível analisar uma religião criteriosamente se você se converter a ela; se você se tornar um verdadeiro adepto, se você participar dos rituais, crer no que aqueles fiéis crêem, aprofundar-se a ponto de realmente compreender todos os dogmas colocados nessa fé em particular, decifrá-la através da auto-experiência, mergulhando nela e vivenciando-a em seu ser completamente. Dai sim você fará justiça, pois você terá vivido e experimentado o que aquela religião realmente é, o que ela significa e qual o processo pessoal de transformação que ela proporciona a seus fiéis. Tudo aquilo se tornará claro para você. E, se aquela religião for boa, você passará a compreender outras religiões como formas válidas de caminhos para a ascensão do Verdadeiro Eu. Continuar lendo