A Vida Que Vale a Pena Ser Vivida

Apresento-lhes uma palestra muito boa que tive o privilégio de assistir, ainda que pelo youtube, do filósofo e professor da USP, Clóvis de Barros Filho.

Embora tenha um tom bem-humorado e descontraído, o professor discursa sobre um dos temas que mais ocupou as mentes dos pensadores desde o início dos tempos. Com exemplos bastante didáticos, vai nos levando através de propostas bastante significativas sobre como se deve viver a vida, e qual seria a vida que vale a pena ser vivida, segundo o pensamento grego clássico.

São 3 vídeos de cerca de 10 minutos cada.

Parte 1:

Parte 2: http://www.youtube.com/watch?v=LQhv8QGMY0M

Parte 3: http://www.youtube.com/watch?v=7rCICEp03pQ

Lições

Ontem percebi que havia errado na contagem do Sefirat Ha Omer. Isso me causou inúmeros sentimentos e reações. Primeiro, fiquei muito bravo. Bravo comigo mesmo. Intolerante. Como pude ser tão tolo? Tão negligente? Logo eu, que estava fazendo com a maior dedicação, com todos os instrumentos, todos os dias, da forma correta?

Considerando que estava fazendo no formato Avançado, como pude me deixar trair tão facilmente?

Aí surgem as respostas. A intuição, a voz interior.

“Nesse dia, você não fez como nos outros dias. Você foi afobado. Foi apressado. Não quis seguir todos os passos. Quis terminar depressa. Nessa correria, não prestou atenção suficiente. E atenção é primordial nesse tipo de exercício. Como você espera conhecer-se e explorar seus limites, sem ter atenção? Ora, a atenção é o fundamento da meditação. Meditação é o próprio treino da atenção. E você negligenciou esse aspecto, talvez o mais importante de todos.”

“Você estava indo bem. Estava fazendo progressos. Mas deixou que coisas momentâneas fossem mais importantes do que a tarefa que você mesmo se propôs. Isso fez com que perdesse a contagem. E isso em si só é uma lição valiosíssima. Encare-a como sendo a lição do Sefirat Ha Omer desse ano. Perceba como esse problema tem afetado sua vida como um todo, inclusive em áreas que você nem havia notado. Páre de dar tanto crédito à mente linear e ao seu próprio conforto. A mente linear é somente um instrumento que ajuda em certas tarefas, nada mais. Ela não é seu centro. Assim como seu conforto, que pode ser adquirido em pouco tempo, com poucas coisas. Já o que você busca não pode ser adquirido com a mesma facilidade, ou pode?”

“Equilibre-se. Sempre que estiver desequilibrado, equilibre-se. Lembre-se dos exercícios que conhece. Use-os. Respire fundo. Não se deixe levar pela rapidez e afobação externas ou internas. Faça o que propôs a si mesmo, e faça bem feito. Atenção. E, é claro, perdoe-se.”

“Não se julgue tão pesadamente. Você está evoluindo. Não se culpe nem se puna. A auto-punição te previne de aprender e vivenciar o momento, atrasando seu progresso. Sei que a justiça é um dos valores regentes de sua vida, mas ser justo é dar permissão para reparar os erros. Nada é definitivo, como você bem sabe.”

“Trabalhe com boa vontade e diligência e lembre-se de não se auto-promover demais. Você estava indo bem, mas você estava se congratulando demais por isso, o que acabou criando uma auto-imagem maior do que você realmente é. Essa auto-imagem aumentada é que está forçando você a se julgar pesadamente demais.”

“O Trabalho do Omer é o do auto-conhecimento, o de conhecer a sua própria árvore da vida e praticar para melhorá-la. Ora, isso pode ser feito mesmo tendo quebrado a corrente. Continue com o trabalho, da melhor forma que puder, e verá que terá valido a pena todo o esforço. O autoconhecimento é a sua recompensa.”

Então, com tudo isso para refletir e aprender, vejo que as lições desse ano são: ser mais humilde, ser mais disciplinado, e ser mais tolerante comigo mesmo.

Obrigado, egrégora do Sefirat Ha Omer. E os trabalhos continuam!

O Medo

I must not fear.
Fear is the mind-killer.
Fear is the little-death that brings total obliteration.
I will face my fear.
I will permit it to pass over me and through me.
And when it has gone past I will turn the inner eye to see its path.
Where the fear has gone there will be nothing. Only I will remain.

Paul Atreides (Dune) – Litany Against Fear

Essa sensação bloqueadora tão familiar, tão comum, que nos rouba o raciocínio e a vontade, é uma das grandes vilãs para a manifestação dos nossos sonhos e ideais.

O medo parece ser algo baseado em uma construção negativa da realidade, julgando que determinado curso de ação trará más consequências. Essa projeção negativa do futuro nos deixa paralisados. Ora, se o futuro é ruim, então não posso seguir nessa direção. Mas então, se eu não seguir esse direção, que é a que o meu coração está pedindo, então como irei realizar meus sonhos? Quer dizer então, que para realizá-los terei de passar por maus momentos? Continuar lendo

O Velho e o Novo

Tenho a intenção de viver uma vida fulgurante, efervescente, com novidades e sensações a cada momento. Quero ser testado e passar no teste. Quero ser aclamado, justamente, por aquilo que eu faço. Por isso devo fazer algo que seja bom, que não somente seja aprovado pelos outros, mas, principalmente, por mim mesmo. E como eu gosto de causar forte impressão, tem de ser algo que quebre barreiras, que derrube o velho, o antigo, o inútil e o apodrecido. Não é que eu não goste de tradições. Eu gosto, respeito e aprecio tradições quando elas se mostram úteis a nossa vida atual. Tradições e costumes devem ser sempre muito bem avaliados. Há tantos costumes que não se justificam mais e, pior, muitos são terrivelmente nocivos ao bem estar de todos. Eles carregam um significado ultrapassado, uma razão de ser que não mais se aplica, e que só se mantém porque se adicionou um preconceito à antítese desse costume, desenvolveu-se um julgamento negativo.

Muitas vezes vi-me “sanduichado”, espremido, entre o velho e o novo. Julgado duramente pelo velho, forçado a viver como o velho. Instigado, desafiado, pelo novo, chamando-me para a nova experiência, para a nova prática, a nova forma de pensar. O que o velho traz de experiência, de comprovação de certas práticas e de condenação de outras, o novo traz de inovação, de criação, de frescor, de inocência, de ingenuidade.

Precisamos de ambos, o velho e novo. A dificuldade está em decidir que direção tomar. Que direção tomar?

Se seguirmos o antigo, repetiremos padrões e caminhos há muito trilhados, por tantas outras pessoas antes de nós. Haverá dicas e conselhos para se seguir, prevenções do que pode acontecer. O caminho poderá ser muito previsível, se todos os seus passos já serem vistos antecipadamente, traçados precisamente.

Se seguirmos o novo, estaremos indo em direção de uma fantástica aventura, cheia de mistério, de descoberta, de aprendizado, totalmente diferente do que já foi visto. Seremos surpreendidos a cada passo, a cada esquina. Teremos de agir e reagir no momento em que as coisas acontecem, da melhor forma que pudermos. Qualquer coisa pode acontecer, boa ou ruim.

Talvez se possa conciliar o velho com o novo. Talvez, o velho tenha de passar pelo filtro do presente, pelas necessidades atuais. E o novo, por sua vez, provavelmente deva passar pela sabedoria do velho, para que não se perca no caminho, para atestar que o novo é sim algo que acrescentará e melhorará aquilo que já é sabido ser bom. Nem sempre isso é possível, pois o velho tende a ter uma estrutura muito rígida, muito estabelecida, enquanto o novo é naturalmente livre, maleável, adaptável. Saber utilizá-los na hora certa, para o propósito correto, é um dos grandes desafios daqueles que buscam viver sempre com o frescor e a sensação de vida efervescente, sem perder a rica sabedoria dos antigos.

Coagula

Eu vejo uma correlação entre as mais diversas áreas de estudo ocultistas, e gostaria de comentar a respeito.

Por exemplo, ao estudar os chakras, estou estudando a mim mesmo (autoconhecimento), algo que é oculto aos meus sentidos primários (ocultismo) e que é uma área de estudos relacionada com o espiritismo e espiritualismo. Também é relacionado com religiões do extremo oriente, como o Hinduísmo e também com práticas do Yoga. Também é relacionado com mediunidade, com Kabbalah e com Tarot. Ah sim, e também é relacionado à Astrologia.

São muitas correlações, e elas não páram por aí. Eu só parei para que o texto não ficasse muito longo.

Há uma divisão sutil entre cada uma dessas áreas que eu disse. Essa divisão é como a transição de cores em um arco-íris: degradê. Ela existe mais com o intuito de tornar didático, mais fácil, o estudo.

Essa junção harmoniosa de conceitos aparentemente díspares chama-se síntese, ou do latim coagula, como os antigos alquimistas chamavam.

A análise, ou divisão, é chamada de solve.

Lembrei dessas palavras graças ao documentário que muitos já ouviram falar, “The Mindscape of Alan Moore”. Aliás, se ainda não viu esse documentário, recomendo que o veja, se você se interessa por quaisquer dos assuntos que mencionei no começo do texto.

São inúmeras as áreas e assuntos para se estudar no ocultismo, e achamos que as estudamos exclusivamente dentro de seu nicho e de suas consequências, quando, na verdade, estamos estudando a nós mesmos. Estamos decifrando o “Manual ou Guia de Jornada” para a existência.

No começo dos estudos, eu achava que esses assuntos não tinham relação alguma entre si. Mas quanto mais me aprofundo, mais percebo como estão conectados, como são dependentes um do outro.

No caso do estudo de chakras, estou vendo que a forma como agimos altera a configuração de seu campo áurico. Ou seria o contrário? Uma alteração no campo áurico modifica a forma como eu ajo? Segundo os especialistas no assunto, isso é o que ocorre: primeiro acontece a mudança na sua aura, para depois refletir no corpo físico. Mas provavelmente seja uma relação de duas vias, onde ambas se afetam mutuamente.

É muito tentadora a vontade de criar um sistema que conecte todas essas esferas, que as explique como funcionam em conjunto. Porém, esse é um esforço que provavelmente levará muitas vidas para ser concluído, se é que pode ser concluído… mesmo que não se conclua, toda luz que for acesa para iluminar o caminho daqueles que vierem depois, será extremamente válida. Sim, por que não? S.A.G., dai-me forças!

O Ponto e a Esfera

Este texto veio num momento de inspiração em que eu refletia acerca da Teoria dos Buracos Negros em conjunção com o Universo Fractal. Não sei se há Ciência nesses conceitos, estou compartilhando-o com o intuito de causar reflexões.

O Universo é Fractal.
Infinito para Fora e para Dentro.
Dentro de cada Ponto nesse Universo em que vivemos há um Universo em Potencial. Uma semente.
Há algumas sementes já desabrochadas.
As estrelas são um exemplo.
Dentro delas há um Universo típico.
A fronteira daquele Universo é a camada mais externa da Estrela.
As emissões estelares são descargas do excesso de energia daquele Universo.
O Sol é, então, um Buraco Negro e um Buraco Branco.
Negro pois há uma infinita densidade num Ponto em seu Centro.
Branco pois há uma infinita expansão na esfera que o Circunda.
O Ponto e a Esfera.
Contração e Expansão.
Continuamente, infinitamente.

A Viagem ao Templo

Era noite. Eu saí.

Atravessei o telhado da minha casa. Senti um vento fresco bater no meu corpo. Era uma sensação boa, de liberdade. Era possível ver todo o panorama do meu bairro e dos bairros próximos. Boa parte dos prédios do centro da cidade também.

Comecei a subir, elevando-me em direção ao céu estrelado. A altitude aumentava, os telhados das casas distanciavam-se pouco a pouco. A gravidade não era um empecilho; parecia que havia sido invertida, por um leve pensamento meu.

Aquela sensação de liberdade começou a tomar meu corpo mais intensamente. Eu podia voar para qualquer direção, a qualquer velocidade. Eu era puro pensamento viajando pelos ventos do mundo. Continuar lendo

Doses de Alquimia

Um alquimista vê o mundo como uma entidade viva, em constante mudança e movimento.

Esse movimento cria impressões que podem ser lidas tal qual uma linguagem. A Linguagem do Mundo.

Essa língua tem uma forma única de se expressar. É escrita e lida através de sinais.

Sinais que a Alma do Mundo deixou para cada pessoa.

Esses sinais que o alquimista lê mostram o que aconteceu, o que está acontecendo e o que poderá acontecer. Continuar lendo

O que é o Dinheiro?

Dinheiro é energia. Energia potencial. É uma energia acumulada que tem o potencial de fazer um certo número de coisas. Essas coisas que o dinheiro pode adquirir ou fazer são coisas que possuem um valor correspondente em quantidade de dinheiro.

Dessa forma, o dinheiro é um medidor de valor pra coisas ou serviços.

Então, o que realmente importa é o valor, não o dinheiro, visto que é o valor que damos às coisas que é o que dita quanto essas coisas custarão. Continuar lendo